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domingo, 19 de abril de 2009

Jackson Lago denuncia métodos de Sarney à imprensa estrangeira

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Jackson Lago (PDT/MA), após a cassação de seu mandato no governo do Maranhão, concedeu entrevista coletiva no Rio de Janeiro aos integrantes da Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira (ACIE), e também a jornalistas brasileiros.
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Lago narrou a trajetória da família Sarney a partir de 1965, quando José Sarney ascendeu ao poder no Maranhão após 64; hegemonia política que ainda hoje se mantém."Com o fim da ditadura, todos os estados brasileiros respiraram aliviados menos o Maranhão porque Sarney, depois de servir a ditadura, ganhou mais poder ainda com as eleições indiretas e sua posterior condução à presidência da República" com a morte de Tancredo, explicou Jackson.


Na opinião de Lago, se na época da ditadura, Sarney recorria às listas de cassações para se livrar de desafetos, hoje usa outros métodos. Citou o fato de que uma prima de Sarney, a desembargadora Norma Sarney, atuou na eleição como corregedora do TRE-MA e hoje ocupa a presidência do mesmo Tribunal.
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Ainda sobre a decisão do TSE de cassar seu mandato, lembrou que o processo nesse sentido foi aberto pela candidata Roseana Sarney logo após denuncia "espontânea", ironizou, de quatro eleitores que teriam tido os seus votos comprados por ele, Jackson, o que caracterizaria abuso de poder econômico. Jackson cobrou o fato de que um desses quatro eleitores ter revelado toda a armação, mas o TSE não ter levado isso em consideração."O que estamos vendo no Maranhão, na prática, é uma tentativa de destruir a participação popular no processo político", destacou.
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Jackson Lago, didaticamente, explicou porque hoje o Maranhão é hoje o estado mais pobre da federação quando, antes, era espécie de oásis para as famílias de migrantes nordestinos que para lá se deslocavam, fugindo da seca. "Eles procuravam e se instalavam no Maranhão devido a grande quantidade de terras livres, férteis, disponíveis". Acrescentou: "O Maranhão chegou a ser o segundo produtor nacional de arroz, atrás apenas do Rio Grande do Sul que já usava técnicas modernas de cultivo", lembrou.
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Mas com a ascensão dos Sarney e a aprovação de uma lei inconstitucional, "começou a política da cerca" e as terras livres do Maranhão passaram a ser vendidas no Sul. Grandes empresas como a Vale, a Volkswagen e muitas outras, passaram a ser donas de extensas áreas no Maranhão - a maioria delas visando o lucro fácil da derrubada de árvores e comercialização da madeira. Assim os lugarejos foram desaparecendo, os camponeses sendo afastados da terra, as cidades médias e grandes incharam. "O Maranhão tornou-se um estado pobre e passou a exportar gente. Não é por acaso que volta e meia se descobre trabalho escravo no Maranhão", destacou.
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Lago falou do seu governo e das mudanças que implementou nesses dois anos de governo, especialmente nas áreas econômica e de educação. Criticou também os grandes projetos industriais levados para o Maranhão que não trouxeram nenhum benefício para a população. Citou a Alumar, que não paga ICMS embora seja a maior planta produtora de alumínio do mundo; e a Vale do Rio Doce - que escoa pelo porto maranhense de Itaqui o minério de ferro extraído da Serra de Carajás, no Pará. "Para os maranhenses, essas grandes empresas só deixam a degradação do meio ambiente", afirmou.
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Na opinião de Jackson, são as grandes perspectivas econômicas do estado hoje, ainda mais agora com a recente descoberta, pela Petrobrás, de grande jazida petróleo - que ainda está sendo avaliada - nas águas profundas diante de Barreirinhas. Ainda sobre Barreirinhas, disse que bastou ser ventilada a possibilidade do município se tornar um dos mais prósperos do Maranhão, devido as descobertas da Petrobrás, para que as eleições locais ficassem indefinidas. Um parente de Sarney, que disputou e perdeu a prefeitura, conseguiu na Justiça Eleitoral impedir a posse do prefeito eleito, existindo hoje um impasse em Barreirinhas.
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Lago falou também na possibilidade do Estaleiro Mauá se instalar no estado, para produzir plataformas petrolíferas e na construção da refinaria de Macabeiras, para exportar diesel e gasolina.Voltando a política, Jackson Lago lembrou que nas últimas eleições municipais a família Sarney viu o seu poder nos municípios do interior diminuir porque dos dois terços que controlavam, ficaram com apenas um terço dos municípios. Esse fato também explicaria, na sua opinião, a ânsia dos Sarney em afastá-lo do governo.
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ROSEANA ASSUME E DEVE SE LICENCIAR POR 2 MESESA recém diplomada governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), pedirá, possivelmente na próxima semana, uma licença médica de dois meses para fazer uma cirurgia em Houston, nos Estados Unidos.É por isso que a saúde pública no Brasil fica abandonada, relegada para pobre. Governadores, senadores que são responsáveis pela gestão do SUS, inclusive com verbas federais, fogem dos hospitais públicos sob sua responsabilidade. Na hora que tem um piripaque correm até para o exterior, como faz Roseana Sarney e Tasso Jereissati.Resta saber se as despesas médicas serão desembolsadas pelo plano de saúde do Senado.
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Mais sobre os poderosos, as pessoas jurídicas...
O fato relatado abaixo tem a ver com esta elite pernóstica e corrupta, a mais injusta e atrasada do mundo, tanto quanto a do Sudão, Haiti, mansões milionárias ao lado de pessoas com fome, crianças comendo campim, se arrastando esqueléticas, sem um pingo de leite no peito da mãe que, sem nada para comer o seu corpo não produz leite.
Assim caminha a humanidade.
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Ass:
José Carlos Lima
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MST: Governo deu quase 30 bi ao agronegócio

MST mobiliza 11 estados por Reforma Agrária e contra a crise em jornada
A Jornada Nacional de Lutas do MST, que exige o assentamento das 100 mil famílias acampadas e denuncia o desemprego causado pelo agronegócio com a crise econômica mundial, mobilizou trabalhadores rurais em 10 estados e no Distrito Federal, desde o início do mês.
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Nesta qunta-feira (16/04), foram realizados protestos em Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Alagoas. As ações são realizadas em memória dos 19 trabalhadores Sem Terra assassinados há 13 anos no Massacre de Eldorado de Carajás (PA). Desde o começo do mês, também aconteceram ocupações de terras, marchas e atos no Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Pará, Bahia, Minas Gerais, Roraima e Brasília. "A crise econômica demonstra que o agronegócio não tem condições de melhorar a vida dos trabalhadores rurais.
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Defendemos a realização de uma Reforma Agrária Popular e um programa de agroindústrias em assentamentos para criar empregos e gerar desenvolvimento no campo", afirma a integrante da coordenação do MST, Marina dos Santos. De novembro de 2008 a fevereiro de 2009, foram fechadas 747.515 vagas no país. O complexo do agronegócio fechou 268.888 vagas (no setor agropecuário, foram 145.631; no setor de alimentos e bebidas, 123.257), cerca de 35% do total (dados do Dieese). Os números apontam que boa parte das vagas eliminadas é do agronegócio, apesar da política de crédito rural do governo federal.
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No ano passado, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) concedeu em empréstimos mais de R$17,2 bilhões de reais para empresas do agronegócio. O Banco do Brasil concedeu mais de R$ 10 bilhões para apenas 20 empresas do agronegócio. Enquanto isso, o Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar) tem previsão para a liberação de apenas R$ 7, 2 bilhões para a safra 2008/2009, alcançando 1,2 milhões de famílias de pequenos agricultores. "O governo federal financiou com seus empréstimos o desemprego do agronegócio. Precisamos de uma nova política de crédito rural, com a criação de uma linha especial para assentados e a desburocratização das linhas para a pequena agricultura.
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Defendemos também que todas as empresas do agronegócio que pegaram recursos públicos e demitiram tenham suas áreas desapropriadas e que todas as famílias de trabalhadores rurais que perderam o emprego com a crise sejam assentadas", defende Marina.
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